segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

MUDANÇAS NA SAÚDE

O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, e o governador Agnelo Queiroz anunciaram a descentralização financeira e administrativa dos hospitais da rede pública do DF. A mudança é uma reivindicação antiga. 

Atualmente, o Hospital de Base precisa fazer um pedido formal à Secretaria de Saúde quando necessita de materiais básicos como agulhas e gaze. Em seguida, o pedido é encaminhado à Secretaria de Planejamento, causando uma demora maior. 

O modelo de descentralização financeira e administrativa será usado, primeiramente, no Hospital de Santa Maria, que servirá de modelo para os outros hospitais da rede pública. 

Além da descentralização financeira, o secretário de Saúde anunciou a volta da Central de Compras da Secretaria de Saúde, que deve estar funcionando dentro de três semanas. 

O Hospital de Base funciona há 50 anos. São 52 mil metros quadrados e quatro mil funcionários. Mais de cinco milhões de atendimentos e consultas no ambulatório e na emergência só nos últimos dez anos. Mais de um 1,6 milhão exames de sangue, raio-x e tomografias entre 2009 e 2010. 

O Hospital de Base é referência em cirurgias de alta complexidade em 17 especialidades. São 12 mil cirurgias por ano. Mesmo assim, faltam investimentos. Parte do centro cirúrgico foi desativada, principalmente, por falta de anestesistas. A UTI, que tem 40 leitos, tem espaço para 120. 

A superlotação do pronto socorro é um problema grave. A capacidade é pra 96 leitos. Normalmente, a média é de 200 pacientes. A área tem 22 anos e nunca passou por reforma. 

Outra mudança anunciada é que, dentro de três semanas, um posto do Samu funcionará dentro da emergência do hospital. Atualmente, uma equipe do Samu leva os pacientes até a emergência e eles são recebidos pelo Hospital de Base. 

“Em princípio, o Samu vai ter só a parte de enfermagem. O atendimento médico nessa área já é da especialidade neurocirurgião, que não faz parte do Samu. Mas a parte de enfermagem vai ser preenchida pelo pessoal do Samu”, explica o coordenador do Samu-DF Rodrigo Caselli. 

Ainda esta semana, o Gabinete de Crise deve visitar a Farmácia Central, alvo de muitas reclamações dos pacientes por causa da falta de medicamentos e também por ter remédios vencidos. 

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